terça-feira, 20 de maio de 2008

irracionalidade...

Até 2009 haverá até 25 unidades de saúde privadas Mais um hospital privado abriu ontem as portas em Lisboa naquilo que promete ser uma tendência imparável no panorama da saúde portuguesa. Ao Hospital dos Lusíadas, da HPP ( Grupo Caixa Geral de Depósitos) deverá seguir-se a abertura de mais 20 a 25 unidades hospitalares privadas até 2009, de acordo com as intenções já manifestadas pelos diferentes operadores privados. Isto sem contar com o projecto Casa da Saúde que, a partir do momento em que for licenciado, deverá alterar substancialmente o cenário, sobretudo nos cuidados continuados, com unidades em todas as capitais de distrito.

Notícia Completa no DN

BE quer conhecer balanço do acordo ADSE/Hospital da Luz

O acordo para a prestação de cuidados de saúde aos beneficiários da ADSE no Hospital da Luz, do grupo BES/Saúde, fez agora um ano. O Bloco de Esquerda tem recebido queixas de demora excessiva no atendimento, sobretudo, no serviço de urgência; recusa de assistência a doentes portadores de determinadas patologias, cujo tratamento é mais complexo, prolongado e dispendioso, com transferência ou referenciação para os hospitais públicos; e prolongado tempo de espera para consultas e exames a funcionários públicos, discriminados relativamente a doentes particulares e/ou com seguro de saúde. Face a esta situação, o deputado João Semedo defende em requerimento ao ministério da Saúde que se proceda a um balanço sobre a execução e desenvolvimento do primeiro ano de vigência do contrato entre a ADSE e o Hospital da Luz.
Ver requerimento

quarta-feira, 14 de maio de 2008

A reforma dos Cuidados Primários avança

Se a reforma dos centros de saúde andava a patinar, agora - depois da limpeza empreendida pela ministra da saúde na equipa responsável pela reforma -, o mais certo é passar a andar para trás. Para desgraça do meio milhão de portugueses que continuam sem médico de família. Mais uma promessa do governo que continua por cumprir.

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Privado é sinónimo de qualidade?

Mais de três mil reclamações foram enviadas para a Entidade Reguladora da Saúde em 2007 por utentes de prestadores de cuidados de saúde privados e sociais, algumas "sem fundamento" e outras "muito graves", segundo o presidente do organismo. Tempos de espera, qualidade de assistência administrativa e de assistência de cuidados de saúde são os principais motivos das reclamações dos utentes dos prestadores de cuidados de saúde privados e sociais e que, por lei, têm de ser encaminhados para a ERS.

In Público, 14 de Maio de 2008

terça-feira, 13 de maio de 2008

vendo bem...

A estratégia da HPP é um pouco autofágica: este grupo empresarial, que tem como um dos principais accionistas a CGD (que por sua vez, é detida pelo Estado), continua a investir em grande para competir com o sector público no SNS...
este é só mais um exemplo

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Médico da MCSP é consultor da firma da qual ministério é cliente

O Bloco de Esquerda tomou conhecimento que um dos médicos nomeados para a Missão dos Cuidados de Saúde Primários (MCSP) iniciou, recentemente, funções como consultor da Alert Life Sciences Computing, SA, precisamente na área do desenvolvimento de software para os cuidados de saúde primários.
O referido membro da MCSP trabalha simultaneamente para o ministério da saúde e para a empresa com a qual o ministério tem uma estreita relação comercial, nomeadamente na área dos cuidados de saúde primários. Isto é, serve ao mesmo tempo quem compra e quem vende.
O deputado João Semedo quer que o Ministério da Saúde explique se concorda com a situação e se pretende manter em funções este membro da MCSP.

Ver requerimento enviado por João Semedo

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Faltam é regras claras para acabar com a promiscuidade entre público e privado

Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos defendeu hoje que a gestão e "a falta de sensibilidade" da anterior equipa do Ministério da Saúde acabou com aspectos que "prendiam os médicos na função pública, mesmo contra os seus interesses económicos".

Notícia Completa no Público


Concelho de Vila Franca de Xira tem mais de 30 mil pessoas sem assistência de médico de família

Público 23.04.2008

Mais de 30 mil habitantes do concelho de Vila Franca de Xira não têm actualmente médico de família, segundo uma moção aprovada, por unanimidade, em recente sessão da Assembleia Municipal vila-franquense.
O órgão deliberativo exige a colocação dos médicos necessários nas quatro extensões e nos quatro centros de saúde do concelho e a rápida conclusão dos processos de construção das novas unidades de saúde de Vila Franca de Xira e da Castanheira do Ribatejo. Para hoje está marcada a assinatura do contrato-programa para a construção do novo Centro de Saúde vila-franquense, que contará com a presença da ministra Ana Jorge. A obra vai ser desenvolvida pela Câmara, a Norte da cidade, recebendo depois as verbas da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) mediante a apresentação dos respectivos autos.
Uma das moções aprovada em sede de Assembleia Municipal considera que o impasse que tem rodeado a construção das novas instalações da extensão de saúde da Castanheira - iniciada há mais de sete anos e que deverá ser agora entregue a um terceiro empreiteiro, depois de sucessivos problemas - "evidencia preocupantes sintomas de desprezo e de desrespeito quer pelos profissionais de saúde que ali trabalham, quer pelos cidadãos". Exige, por isso, à ARSLVT "o imediato recomeço das obras da extensão de saúde da Castanheira, para que sejam abertas num curto espaço de tempo".
Outra moção sustenta que "há seguramente mais de 30 mil pessoas que não têm acesso a médico de família" no concelho de Vila Franca, onde vivem cerca de 140 mil habitantes.
Considerando que esta situação, "para além de acarretar muitos problemas às pessoas que não têm médico de família, contraria a própria Constituição da República e não se coaduna minimamente com o Portugal de Abril, a Assembleia Municipal vila-franquense decidiu, por unanimidade, reclamar a colocação dos médicos necessários nas unidades de saúde locais.

terça-feira, 22 de abril de 2008

e quanto é que a ADSE vai pagar a estes?

O Hospital dos Lusíadas, do grupo Caixa Geral de Depósitos, abre a 19 de Maio em Lisboa com 220 médicos e 94 enfermeiros, na maioria oriundos do sector público da saúde, segundo o administrador.
Maldonado Gonelha, que já foi ministro da Saúde, falava durante a apresentação do próximo hospital do grupo HPP Saúde: o Hospital dos Lusíadas, instituição que terá 160 camas e capacidade para 20 mil cirurgias por ano.

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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Taxas moderadoras dão receita de 71 milhões de euros

O Ministério da Saúde divulgou que os portugueses gastaram, no ano passado, um total de 71,14 milhões de euros em taxas moderadoras, sendo que mais de dois milhões de euros se referem às novas taxas de internamento, em vigor desde Abril de 2007.As novas taxas de internamento tiveram um valor inicial de cinco euros por dia de internamento, até um limite de dez euros, e de dez euros por cirurgia de ambulatório. Entretanto, os valores foram actualizados, situando-se agora nos 5,10 euros, no primeiro caso, e nos 10,20 euros no que diz respeito à cirurgia de ambulatório.
Conforme refere a agência Lusa, citada pelo semanário Sol, as taxas moderadoras de cirurgia de ambulatório estão registadas e cobradas no módulo do Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT), tendo registado uma cobrança de 15,94 milhões de euros no ano passado.

Ordem para cortar pessoal chega aos hospitais do SNS

O Ministério da Saúde deu ordens aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para iniciarem procedimentos com vista à aplicação do regime de mobilidade especial, mas a administração do S. Teotónio recusa “dispensar” pessoal.

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quinta-feira, 17 de abril de 2008

SNS: que futuro?

"Há uma tentativa de cópia do modelo americano, que não tem um Serviço Nacional de Saúde (SNS), algo desastroso, pois este modelo já falhou." Foi ao modelo dos EUA que Pilar Vicente, da Federação Nacional dos Médicos, comparou as medidas do Governo para a área da saúde, durante a conferência "Sistema Nacional de Saúde, que Futuro?", que decorreu ontem à tarde no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

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Pisco Contra-ataca

Ministra da Saúde cede a exigências de Luís Pisco
In Público, 17.04.2008

Em menos de 24 horas, a ministra da Saúde, Ana Jorge, passou de um pedido expresso de colaboração aos membros da Unidade de Missão para os Cuidados de Saúde Primários para a aceitação da demissão de oito dos 12 elementos que integram aquela unidade. Oficialmente, ninguém avança razões para este volte-face da ministra, mas o PÚBLICO apurou que na origem da decisão esteve uma tomada de posição do próprio coordenador nacional, Luís Pisco. Este responsável, que recuara na intenção de se demitir, voltou a confrontar a ministra com essa decisão, caso Ana Jorge mantivesse a confiança naqueles oito elementos da equipa, que já tornaram públicas as suas reservas sobre as reformas de que a unidade de missão está incumbida. "Desejaríamos que a unidade de missão continuasse unida e em condições de operacionalidade, mas isso não foi possível, pelo que cabe agora ao coordenador nacional apresentar a nova equipa nos primeiros dias da próxima semana", declarou o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, deixando elogios aos membros demitidos.
O BE acusou a ministra de ter "apoiado o pior lado, o lado da contra-reforma". "A decisão significa dar luz verde para o aparelho do PS controlar as centenas de nomeações para os futuros agrupamentos de centros de saúde, operação para a qual a missão era um obstáculo", denuncia o deputado João Semedo. Por seu lado, o PSD quer Luís Pisco no Parlamento para explicar as razões que o levaram a recuar no pedido de demissão.

Então e as contas em atraso?

O grupo Mello, que actualmente detém a gestão do Hospital Amadora-Sintra (HAS), diz que a instituição é um modelo de eficiência e de qualidade na prestação de serviços de saúde a nível nacional, refutando assim a política do Governo que a partir de 1 de Janeiro de 2009 chamará novamente a si a gestão do hospital.

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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Selecção Adversa

Um utente de uma clínica fisiátrica no Norte do país queixou-se à Entidade Reguladora da Saúde (ERS) depois de ter esperado mais tempo para ser atendido, por ser do Sistema Nacional de Saúde (SNS), do que doentes particulares e de outras entidades com quem a unidade privada tem acordo. A ERS deu razão ao reclamante e detectou, em contratos assinados com seguradoras de saúde, "cláusulas abusivas" que exigem "tratamento preferencial e prioritário dos seus utentes".

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Falta de médicos suspende urgências

Os hospitais portugueses estão a debater-se com uma crescente falta de médicos ao nível das urgências. Em alguns casos, "os hospitais chegam a ter de suspender a urgência em determinadas especialidades, durante uma semana a 15 dias, por falta de médicos, sobretudo no Verão", disse Correia da Cunha, director clínico do Hospital de Santa Maria. A falta de recursos humanos é um problema que a própria ministra da Saúde, Ana Jorge, reconhece, apontando requalificação como solução.

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Estudo mostra que hospitais-empresa são mais eficientes

Público, 16 de Abril de 2008

Os hospitais empresarializados (EPE) apresentam ganhos de eficiência face aos hospitais que se mantiveram no sector público administrativo (SPA), mas os efeitos desta reforma estão longe de ser expressivos. Em síntese, esta é a conclusão de um estudo sobre a reforma do sector hospitalar público feito pelo Banco de Portugal e publicado no seu último Boletim Económico.
"É mais uma peça de evidência para ir formando uma convicção. Os EPE introduziram alguma melhoria em termos de gestão, embora não muito pronunciada", comenta o especialista em economia da saúde Pedro Pita Barros, lembrando estudos anteriores que apontaram no mesmo sentido.
O Banco de Portugal quis avaliar os impactos da reforma do sector hospitalar público apenas sobre a eficiência técnica, sem considerar indicadores de qualidade ou de discriminação de acesso, analisando o desempenho relativo dos hospitais-empresa em comparação com os do SPA, antes e depois do processo de empresarialização, no período compreendido entre 2001 e 2005. A empresarialização iniciou-se no final de 2002.
Na amostra dos hospitais EPE analisados, 18 melhoraram a sua posição relativa, cinco mantiveram-na e quatro pioraram; já no grupo do sector público administrativo, foram 14 os hospitais que melhoraram, 14 os que não registaram variação e nove os que pioraram.


Consultar Estudo

A Ministra Recusa...

e Luís Pisco decide ficar

domingo, 13 de abril de 2008

A reforma vai bem e recomenda-se...

O coordenador nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP), Luís Pisco, formalizou a sua demissão à ministra da Saúde na passada terça-feira, por considerar ser “incapaz de levar para a frente a tarefa de reconfiguração dos centros de saúde”, mas Ana Jorge, está a tentar demovê-lo.

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sexta-feira, 11 de abril de 2008

As PPP revelam-se

há umas semanas anunciava-se que as PPP iriam poupar ao estado 777 milhões, mas afinal parece que alguém mudou de ideias...


Governo orçamenta PPP na saúde com almofada de 982 milhões de euros

Jornal de Negócios, 11 de Abril de 2008

Os custos que o Estado terá nas quatro parcerias público-privadas (PPP) já lançadas para a construção e gestão de novos hospitais (Cascais, Braga, Vila Franca de Xira e Loures) poderão ser bem mais altos do que o previsto nos concursos.
O Orçamento do Estado para 2008 estima em 5.557 milhões de euros os custos finais com estas PPP até 2038, mas esse valor ultrapassa em 982 milhões de euros as verbas que terá de foram calculadas nos concursos.
Os 5,6 mil milhões de euros acima referidos são a soma dos gastos nos próximos trinta anos, a preços correntes de cada ano. Ou seja, trata-se do valor nominal dos gastos com as quatro PPP - incorporando o efeito esperado da inflação.