quarta-feira, 23 de abril de 2008

Concelho de Vila Franca de Xira tem mais de 30 mil pessoas sem assistência de médico de família

Público 23.04.2008

Mais de 30 mil habitantes do concelho de Vila Franca de Xira não têm actualmente médico de família, segundo uma moção aprovada, por unanimidade, em recente sessão da Assembleia Municipal vila-franquense.
O órgão deliberativo exige a colocação dos médicos necessários nas quatro extensões e nos quatro centros de saúde do concelho e a rápida conclusão dos processos de construção das novas unidades de saúde de Vila Franca de Xira e da Castanheira do Ribatejo. Para hoje está marcada a assinatura do contrato-programa para a construção do novo Centro de Saúde vila-franquense, que contará com a presença da ministra Ana Jorge. A obra vai ser desenvolvida pela Câmara, a Norte da cidade, recebendo depois as verbas da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) mediante a apresentação dos respectivos autos.
Uma das moções aprovada em sede de Assembleia Municipal considera que o impasse que tem rodeado a construção das novas instalações da extensão de saúde da Castanheira - iniciada há mais de sete anos e que deverá ser agora entregue a um terceiro empreiteiro, depois de sucessivos problemas - "evidencia preocupantes sintomas de desprezo e de desrespeito quer pelos profissionais de saúde que ali trabalham, quer pelos cidadãos". Exige, por isso, à ARSLVT "o imediato recomeço das obras da extensão de saúde da Castanheira, para que sejam abertas num curto espaço de tempo".
Outra moção sustenta que "há seguramente mais de 30 mil pessoas que não têm acesso a médico de família" no concelho de Vila Franca, onde vivem cerca de 140 mil habitantes.
Considerando que esta situação, "para além de acarretar muitos problemas às pessoas que não têm médico de família, contraria a própria Constituição da República e não se coaduna minimamente com o Portugal de Abril, a Assembleia Municipal vila-franquense decidiu, por unanimidade, reclamar a colocação dos médicos necessários nas unidades de saúde locais.

terça-feira, 22 de abril de 2008

e quanto é que a ADSE vai pagar a estes?

O Hospital dos Lusíadas, do grupo Caixa Geral de Depósitos, abre a 19 de Maio em Lisboa com 220 médicos e 94 enfermeiros, na maioria oriundos do sector público da saúde, segundo o administrador.
Maldonado Gonelha, que já foi ministro da Saúde, falava durante a apresentação do próximo hospital do grupo HPP Saúde: o Hospital dos Lusíadas, instituição que terá 160 camas e capacidade para 20 mil cirurgias por ano.

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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Taxas moderadoras dão receita de 71 milhões de euros

O Ministério da Saúde divulgou que os portugueses gastaram, no ano passado, um total de 71,14 milhões de euros em taxas moderadoras, sendo que mais de dois milhões de euros se referem às novas taxas de internamento, em vigor desde Abril de 2007.As novas taxas de internamento tiveram um valor inicial de cinco euros por dia de internamento, até um limite de dez euros, e de dez euros por cirurgia de ambulatório. Entretanto, os valores foram actualizados, situando-se agora nos 5,10 euros, no primeiro caso, e nos 10,20 euros no que diz respeito à cirurgia de ambulatório.
Conforme refere a agência Lusa, citada pelo semanário Sol, as taxas moderadoras de cirurgia de ambulatório estão registadas e cobradas no módulo do Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT), tendo registado uma cobrança de 15,94 milhões de euros no ano passado.

Ordem para cortar pessoal chega aos hospitais do SNS

O Ministério da Saúde deu ordens aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para iniciarem procedimentos com vista à aplicação do regime de mobilidade especial, mas a administração do S. Teotónio recusa “dispensar” pessoal.

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quinta-feira, 17 de abril de 2008

SNS: que futuro?

"Há uma tentativa de cópia do modelo americano, que não tem um Serviço Nacional de Saúde (SNS), algo desastroso, pois este modelo já falhou." Foi ao modelo dos EUA que Pilar Vicente, da Federação Nacional dos Médicos, comparou as medidas do Governo para a área da saúde, durante a conferência "Sistema Nacional de Saúde, que Futuro?", que decorreu ontem à tarde no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

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Pisco Contra-ataca

Ministra da Saúde cede a exigências de Luís Pisco
In Público, 17.04.2008

Em menos de 24 horas, a ministra da Saúde, Ana Jorge, passou de um pedido expresso de colaboração aos membros da Unidade de Missão para os Cuidados de Saúde Primários para a aceitação da demissão de oito dos 12 elementos que integram aquela unidade. Oficialmente, ninguém avança razões para este volte-face da ministra, mas o PÚBLICO apurou que na origem da decisão esteve uma tomada de posição do próprio coordenador nacional, Luís Pisco. Este responsável, que recuara na intenção de se demitir, voltou a confrontar a ministra com essa decisão, caso Ana Jorge mantivesse a confiança naqueles oito elementos da equipa, que já tornaram públicas as suas reservas sobre as reformas de que a unidade de missão está incumbida. "Desejaríamos que a unidade de missão continuasse unida e em condições de operacionalidade, mas isso não foi possível, pelo que cabe agora ao coordenador nacional apresentar a nova equipa nos primeiros dias da próxima semana", declarou o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, deixando elogios aos membros demitidos.
O BE acusou a ministra de ter "apoiado o pior lado, o lado da contra-reforma". "A decisão significa dar luz verde para o aparelho do PS controlar as centenas de nomeações para os futuros agrupamentos de centros de saúde, operação para a qual a missão era um obstáculo", denuncia o deputado João Semedo. Por seu lado, o PSD quer Luís Pisco no Parlamento para explicar as razões que o levaram a recuar no pedido de demissão.

Então e as contas em atraso?

O grupo Mello, que actualmente detém a gestão do Hospital Amadora-Sintra (HAS), diz que a instituição é um modelo de eficiência e de qualidade na prestação de serviços de saúde a nível nacional, refutando assim a política do Governo que a partir de 1 de Janeiro de 2009 chamará novamente a si a gestão do hospital.

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