segunda-feira, 31 de março de 2008

Bombeiros afirmam que rede de ambulâncias discrimina interior do país

A actual rede de ambulâncias discrimina os cidadãos do interior do país, denuncia a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), que hoje entrega ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) um memorando sobre as necessidades dos serviços de socorro.

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domingo, 30 de março de 2008

Profissionais de Saúde alertam para risco de partidarização de agrupamentos de centros de saúde

In Público, 30 de Março de 2008

Centenas de médicos, enfermeiros e administrativos das unidades de saúde familiares estão a subscrever um manifesto de protesto face ao processo de designação dos directores executivos dos agrupamentos de centros de saúde (ACS), que consideram abrir portas à "partidarização" da rede de cuidados de saúde primários.
No manifesto, que circula numa mailing list, os signatários lembram que, decorrido um mês desde a publicação do decreto-lei que cria os ACS, as distritais e as concelhias do PS de todo o país "já se insinuam num processo tão frenético quanto subterrâneo de tentativa de imporem às ARS os respectivos directores executivos". "Não os melhores, mas os mais devotos e obedientes", enfatiza o manifesto, acrescentando que "a partidarização dos ACS constituirá uma monumental asneira, seguramente a evitar".
O Decreto-Lei n.º 28/2008, de 22 de Fevereiro, estipula que os novos ACS que irão substituir as sub-regiões de saúde funcionarão com autonomia administrativa, integrando vários centros de saúde e podendo agrupar entre 400 e 900 profissionais. Cada ACS terá um director executivo designado pelo Ministério da Saúde (MS), sob proposta da respectiva Administração Regional de Saúde. Um dos problemas apontados no manifesto é que os critérios de designação do director executivo estipulam apenas que este deve possuir licenciatura, formação em administração ou gestão, preferencialmente na área da saúde, e competência demonstrada no exercício, durante pelo menos três anos, de funções de coordenação e gestão de equipa, planeamento e organização.
"São critérios vagos e que promovem a pouca transparência deste processo, sobretudo se já começam a ser conhecidos convites por parte das ARS cuja lógica é a dos empregos partidários", insurgiu-se um médico que preferiu o anonimato e para quem "este processo ameaça fazer abortar uma reforma que se quis transparente e feita com o envolvimento de todos os profissionais".
Manifestando preocupações semelhantes, o BE questionou anteontem o MS sobre os critérios genéricos estabelecidos na lei quanto à nomeação dos directores executivos das novas unidades de saúde. O BE exigiu ainda saber que orientações deu o Governo às ARS relativamente à selecção e nomeação daqueles responsáveis.
Ao PÚBLICO, o deputado e médico João Semedo disse temer que a administração dos ACS fique "fortemente governamentalizada", até porque caberá ao director executivo nomeado pelo MS escolher o presidente do conselho clínico. Já o terceiro elemento será nomeado por indicação das câmaras municipais.
"Estes lugares geram grandes apetites nos aparelhos partidários e, conhecendo-se a avidez que o aparelho partidário do PS tem pelos lugares do Estado, ficamos seriamente preocupados", declarou o bloquista, para quem "os critérios são tão vagos que abrem a possibilidade de os cargos serem ocupados, não por médicos, mas por simples burocratas".

Combate e prevenção da obesidade... uma prioridade?

Apesar da obesidade ser considerada pela OMS como a primeira grande epidemia do Século XXI, tendo este problema um expressão bastante preocupante no nosso país, parece que o SNS não está a providenciar uma resposta À altura das necessidades.
De acordo com Carlos Oliveira, presidente da Associação de Doentes Obesos e ex-obesos de Portugal (ADEXO), "os hospitais estão a parar de fazer consultas para controlar as listas de espera para a cirurgia", evitando a emissão dos vales--cirurgia. Esta solução, encontrada pelas administrações hospitalares, permite ainda cortar custos, uma vez que o "Estado ainda não está a pagar às unidades por esta cirurgia".

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sábado, 29 de março de 2008

Hospitais sem condições para cirurgias de ambulatório

A Comissão Nacional para o Desenvolvimento da Cirurgia do Ambulatório (CNDCA) manifestou-se preocupada por existirem vários problemas estruturais em hospitais, que não possuem condições físicas para implementar unidades de cirurgia de ambulatório

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quinta-feira, 27 de março de 2008

Mais precariedade, menos saúde...!

Há 8 anos atrás, quando iniciei o meu curso de Medicina, juntamente com mais 90 colegas, todos tínhamos a certeza que as carreiras públicas no SNS estavam garantidas para toda a vida. Estávamos irredutíveis na convicção inabalável de que a progressão na função pública era fácil e que a formação contínua ao longo da vida seria feita nos hospitais do Estado. Sabíamos ainda, com o descanso de quem adivinha o futuro, que isso dos contratos a prazo era só para “os do privado”.

Texto de Bruno Maia, no blog Precári@s Inflexíveis

33 mil utentes recusaram vales para cirurgias

Ligação a médicos ou mau 'timing' são razões apontadas Nos últimos três anos, quase 33 mil doentes recusaram ser operados fora do seu hospital de origem, rejeitando a utilização dos chamados vales-cirurgia em hospitais privados ou do sector social. Em causa estão três grandes motivos, um dos quais "o facto de os doentes gostarem dos seus médicos", afirma Pedro Gomes, coordenador do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC). Os doentes com situações menos críticas são os que optam por se manter nas listas de espera.

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Há oftalmologistas, falta é articular o Serviço Público...

Com cerca de 700 oftalmologistas a exercer, Portugal tem capacidade para responder às necessidades da população sem ter que recorrer a expedientes extremos como enviar pacientes para fora do país. A conclusão é do grupo de trabalho encarregue pelo ex-ministro da Saúde de avaliar a situação do país e propor soluções que resolvam a lista de espera para consultas de oftalmologia nos hospitais eram 116 mil em Dezembro, segundo a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde e 107 mil em Janeiro, segundo os peritos que desenharam o retrato nacional. E as soluções apresentadas esta semana à nova ministra passam por recorrer a novas formas de organização.

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