O presidente do Governo Regional dos Açores afirmou este fim de semana a sua discórdia com a política de saúde do seu partido. Na entrevista ao Público/RTP/RR, Carlos César defende a universalidade do SNS e diz que as taxas moderadoras "são ilegais" e representam "um financiamento indirecto do sistema, resultado de um contrato de hipocrisia entre o fiscalizador da ilegalidade de uma taxa deste tipo e o gestor do sistema".
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
"Taxas moderadoras são ilegais", diz Carlos César
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Luís Branco
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22:39
Labels: taxas moderadoras
Medicamentos: SNS poupa 2%, doentes gastam mais 4%
Os dados do Infarmed apontam para uma descida da despesa do SNS com medicamentos em 2007: são menos 30 milhões de euros que no ano anterior. Mas os doentes pagaram mais 60 milhões que em 2006, revelam os dados ainda provisórios. Diz o Infarmed que “o Estado comparticipa o genérico mais caro, pagando o doente a diferença, se o médico prescrever o medicamento de marca, normalmente mais caro”. Com o fim da comparticipação extra de 10% que era dada aos genéricos, os medicamentos pesam mais no bolso nos doentes.
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Luís Branco
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22:30
Labels: medicamentos
Aveiro: bloco cirúrgico destinado à obstetrícia ainda sem funcionar
Foi tornado público que o bloco cirúrgico destinado à obstetrícia, inaugurado em Abril de 2007 e com entrada em funcionamento prevista para Setembro de 2007, ainda se encontra encerrado. As cesarianas, que no HIP de Aveiro representam 28% dos partos, estão a ser realizadas no bloco central cirúrgico, sobrecarregando ainda mais o sistema de um Hospital que já teve dias de completa ruptura depois do encerramento de vários serviços de saúde no distrito de Aveiro ter contribuído para um maior congestionamento do Hospital Infante D. Pedro (HIP). Esta semana, João Semedo, deputado do BE na Assembleia da República, questionou a nova ministra da Saúde sobre o assunto.
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André
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19:45
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Hospital de S. Marcos cobra taxa moderadora a vítimas de violência doméstica
O decreto que isenta as vítimas de violência doméstica de taxas moderadoras não está a ser cumprido no Hospital de São Marcos, em Braga. Confrontada com a notícia de uma vítima a quem mandaram para casa uma conta de 152 euros, a administradora Adelaide Alves diz que cumpre a lei e que a vítima "tem que provar". Segundo a mesma administradora, o hospital não isenta grávidas de sete meses, a menos que tenha um documento a atestar a gestação... Leia aqui o artigo do Público.
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08:19
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sábado, 9 de fevereiro de 2008
Bloco quer ouvir Ana Jorge na comissão parlamentar de Saúde
O deputado do Bloco de Esquerda João Semedo propôs à comissão de Saúde da Assembleia da República uma audição com a ministra recém-empossada. O Bloco diz que é "imperativo conhecer e discutir o rumo que a nova Ministra da Saúde pretende dar à política de saúde", dada a "a instabilidade que marca a situação atravessada pelos serviços públicos de saúde e o seu impacto social e político". Leia aqui o requerimento.
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Luís Branco
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10:01
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Maioria da população considera que governo está a extinguir o SNS
Segundo a sondagem, realizada pela Eurosondagem para o Expresso, Sic e Rádio Renascença, 55% dos portugueses considera que o governo está a extinguir aos poucos o Serviço Nacional de Saúde e apenas 35% acham que está a ser feito o necessário para salvá-lo.
Os resultados desta sondagem constituem um alerta para o novo elenco da pasta da Saúde já que, aquando da tomada de posse, a Ministra Ana Jorge afirmou estar de acordo com o rumo da política do executivo para o sector.
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André
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13:18
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sábado, 2 de fevereiro de 2008
Adiado encerramento do serviço de Oncologia de Cascais
Foi adiada a assinatura do protocolo que impõe a transferência dos novos doentes oncológicos para outras unidades que não o hospital de Cascais. Este era um passo decisivo para o encerramento da unidade de oncologia daquele hospital, mas a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo protelou a decisão depois de, no passado dia 31, os directores de serviço e chefes de unidade do Hospital terem colocado os seus lugares à disposição. Os responsáveis clínicos do hospital são da opinião de que o protocolo "põe em causa o tratamento médico e cirúrgico dos doentes oncológicos do concelho de Cascais". O director das urgências do hospital, e um dos signatários, Manuel Costa Matos, indicou que os médicos desconheciam que o protocolo de transferência estava para ser assinado agora e também que neste se determinava o fim das cirurgias oncológicas em Cascais.
O Hospital de Cascais trata actualmente cerca de 350 doentes oncológicos por ano, verificando-se um alto nível de satisfação dos utentes com o serviço e a inexistência de listas de espera para cirurgia e/ou tratamento. O encerramento desta unidade tem estado por isto envolto em polémica, tendo-se realizado, no passado Outono, diversas acções de protesto por parte de utentes, profissionais de saúde e autarcas.
Os termos propostos no protocolo em causa seguiam as "orientações" apontadas pelo ex-ministro da Saúde, Correia de Campos, com vista à transferência da gestão do futuro hospital de Cascais para o consórcio Teixeira Duarte/HPP-Hospitais Privados de Portugal (do grupo CGD). O contrato com este parceiro privado prevê que na nova unidade não exista um serviço de oncologia, pelo que, na lógica que orienta as PPP, o actual serviço deverá ser extinto de imediato, propondo-se a transferência dos utentes para o IPO, São Francisco de Xavier e Egas Moniz.
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André
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13:56