Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

A reforma dos Cuidados Primários avança

Se a reforma dos centros de saúde andava a patinar, agora - depois da limpeza empreendida pela ministra da saúde na equipa responsável pela reforma -, o mais certo é passar a andar para trás. Para desgraça do meio milhão de portugueses que continuam sem médico de família. Mais uma promessa do governo que continua por cumprir.

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Privado é sinónimo de qualidade?

Mais de três mil reclamações foram enviadas para a Entidade Reguladora da Saúde em 2007 por utentes de prestadores de cuidados de saúde privados e sociais, algumas "sem fundamento" e outras "muito graves", segundo o presidente do organismo. Tempos de espera, qualidade de assistência administrativa e de assistência de cuidados de saúde são os principais motivos das reclamações dos utentes dos prestadores de cuidados de saúde privados e sociais e que, por lei, têm de ser encaminhados para a ERS.

In Público, 14 de Maio de 2008

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

vendo bem...

A estratégia da HPP é um pouco autofágica: este grupo empresarial, que tem como um dos principais accionistas a CGD (que por sua vez, é detida pelo Estado), continua a investir em grande para competir com o sector público no SNS...
este é só mais um exemplo

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Médico da MCSP é consultor da firma da qual ministério é cliente

O Bloco de Esquerda tomou conhecimento que um dos médicos nomeados para a Missão dos Cuidados de Saúde Primários (MCSP) iniciou, recentemente, funções como consultor da Alert Life Sciences Computing, SA, precisamente na área do desenvolvimento de software para os cuidados de saúde primários.
O referido membro da MCSP trabalha simultaneamente para o ministério da saúde e para a empresa com a qual o ministério tem uma estreita relação comercial, nomeadamente na área dos cuidados de saúde primários. Isto é, serve ao mesmo tempo quem compra e quem vende.
O deputado João Semedo quer que o Ministério da Saúde explique se concorda com a situação e se pretende manter em funções este membro da MCSP.

Ver requerimento enviado por João Semedo

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Faltam é regras claras para acabar com a promiscuidade entre público e privado

Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos defendeu hoje que a gestão e "a falta de sensibilidade" da anterior equipa do Ministério da Saúde acabou com aspectos que "prendiam os médicos na função pública, mesmo contra os seus interesses económicos".

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Concelho de Vila Franca de Xira tem mais de 30 mil pessoas sem assistência de médico de família

Público 23.04.2008

Mais de 30 mil habitantes do concelho de Vila Franca de Xira não têm actualmente médico de família, segundo uma moção aprovada, por unanimidade, em recente sessão da Assembleia Municipal vila-franquense.
O órgão deliberativo exige a colocação dos médicos necessários nas quatro extensões e nos quatro centros de saúde do concelho e a rápida conclusão dos processos de construção das novas unidades de saúde de Vila Franca de Xira e da Castanheira do Ribatejo. Para hoje está marcada a assinatura do contrato-programa para a construção do novo Centro de Saúde vila-franquense, que contará com a presença da ministra Ana Jorge. A obra vai ser desenvolvida pela Câmara, a Norte da cidade, recebendo depois as verbas da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) mediante a apresentação dos respectivos autos.
Uma das moções aprovada em sede de Assembleia Municipal considera que o impasse que tem rodeado a construção das novas instalações da extensão de saúde da Castanheira - iniciada há mais de sete anos e que deverá ser agora entregue a um terceiro empreiteiro, depois de sucessivos problemas - "evidencia preocupantes sintomas de desprezo e de desrespeito quer pelos profissionais de saúde que ali trabalham, quer pelos cidadãos". Exige, por isso, à ARSLVT "o imediato recomeço das obras da extensão de saúde da Castanheira, para que sejam abertas num curto espaço de tempo".
Outra moção sustenta que "há seguramente mais de 30 mil pessoas que não têm acesso a médico de família" no concelho de Vila Franca, onde vivem cerca de 140 mil habitantes.
Considerando que esta situação, "para além de acarretar muitos problemas às pessoas que não têm médico de família, contraria a própria Constituição da República e não se coaduna minimamente com o Portugal de Abril, a Assembleia Municipal vila-franquense decidiu, por unanimidade, reclamar a colocação dos médicos necessários nas unidades de saúde locais.

Terça-feira, 22 de Abril de 2008

e quanto é que a ADSE vai pagar a estes?

O Hospital dos Lusíadas, do grupo Caixa Geral de Depósitos, abre a 19 de Maio em Lisboa com 220 médicos e 94 enfermeiros, na maioria oriundos do sector público da saúde, segundo o administrador.
Maldonado Gonelha, que já foi ministro da Saúde, falava durante a apresentação do próximo hospital do grupo HPP Saúde: o Hospital dos Lusíadas, instituição que terá 160 camas e capacidade para 20 mil cirurgias por ano.

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